Pista de pouso extraterrestre? O mistério das linhas de Nazca

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Crédito: Padmanaba01 via Visualhunt / CC BY-SA

A paisagem da rodovia Panamericana Sul é desoladora. O litoral do Oceano Pacífico, na zona costeira do Peru, deixam-nos em estado de introspecção. Tudo é seco e arenoso. Não existe uma única arvorezinha ou vegetação. Parece que uma gigantesca hecatombe de outras épocas amaldiçoou a região.

Crédito: nerdcoregirl via VisualHunt.com / CC BY-SA
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Nosso destino faz parte deste ambiente misterioso e enigmático. Distante 440 quilômetros ao Sul de Lima, capital do Peru, as linhas de Nazca formam a maior concentração de geoglifos (desenhos) do mundo. Localizados entre os quilômetros 418 e 440 da Panamericana Sul, os desenhos são motivos de especulações, teses, hipóteses, teorias e possibilidades das mais caretas as mais extravagantes.

Crédito: lisa_aw via VisualHunt.com / CC BY
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Antes do voo, tive a oportunidade de conhecer o professor e arqueólogo Josué Lancha Rojas, que, no Museu Antonini, me explicou diversas teses.

Crédito: VasenkaPhotography via VisualHunt / CC BY
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Josué é um grande especialista e discípulo da fascinante estudiosa alemã Maria Reiche. Segundo o professor, as linhas podem ter sido caminhos sagrados, e que os enormes trapezoides e retângulos foram utilizados como praças cerimoniais em que os peregrinos e habitantes da civilização Nazca participavam de um culto aos antepassados.

Malucos de pedra afirmam que o deserto era um imenso campo de aterrissagem extraterrestre. Seriam os ‘Deuses Astronautas’ do livro de Erich Von Daniken?

Crédito: Bluelemur via VisualHunt / CC BY-SA
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Meu espírito reverberava antes do voo panorâmico. Aproveitamos e alugamos uma aeronave e sobrevoamos por duas vezes o fantástico deserto. Minha primeira reflexão foi que aquilo era obra dos gigantes atlantes: desenhos de plantas, animais e figuras humanas são cortados por toda a extensão do deserto por linhas e figuras geométricas.

Crédito: ilkerender via VisualHunt.com / CC BY
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A emoção transborda por todos os poros e o espírito vagueia. Sobre uma área de 10.000 quilômetros quadrados, observamos um imenso zoológico realizado entre os anos 300 A.c e 800 d.C. As figuras e linhas de Nazca não são as únicas do mundo. Existem outras espalhadas entre o Chile e o Peru. O que realmente chama a atenção é a quantidade e as dimensões que atingem de poucos metros a 30 quilômetros.

Crédito: fabien_m via VisualHunt / CC BY-SA
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A teoria que abraço a primeira instância é a da estudiosa Maria Reiche, que enfatizou que os desenhos e linhas fazem parte de um templo-calendário. De acordo com ela, tudo aquilo está estreitamente relacionado com as constelações, solstícios e equinócios. Seria então o único templo bidimensional do planeta Terra em que eram realizados cultos, adorações, sacrifícios e, lógico, muita observação das estrelas por este antigo povo que viveu bem antes dos badalados Incas.

Muitas perguntas e hipóteses ainda continuam massacrando meu intelecto.

– Qual seria a antiguidade das linhas?

– Como elas foram construídas?

– Qual seu verdadeiro significado?

– Por que não desapareceram com o tempo?

– Quem as fez?

– Os extraterrestres instruíram o povo Nazca?

O enigma continua.

 

Hotéis

Casa Andina Classic – Está localizado na via principal da pequena cidade de Nazca. Pertinho da Plaza de Armas e de muitos restaurantes. Os quartos são grandes , limpos e com ar condicionado. Muito agradável.

Hotel Majoro – Um hotel com piscina e boas acomodações no meio do deserto. Na minha primeira visita fiquei hospedado no Majoro. Quartos arejados, limpos, wi-fi e com staff muito atencioso. Farto café da manha . Fica nos arredores da cidade.

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