Restaurante em São Paulo oferece o sabor da África no Brasil

De um Cuscuz marroquino a sofisticados pratos congoleses, nigerianos e camaroneses: a culinária da Chef que enfeitiçou Samuel Eto'o durante a Copa do Mundo no Brasil

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São Paulo é um grande caldeirão étnico e cultural como qualquer outra grande metrópole no planeta. Segundo dados da prefeitura, vivem na a capital mais de 600 mil imigrantes vindos de todos os continentes. Destes, 7 mil são africanos oriundos do Senegal, Angola, Nigéria, Moçambique, Congo, Camarões, Cabo Verde e outras nações. O estilo de vida, cultural, musical, roupas tradicionais e culinária estão presentes nas ruas do bairro da República, região central da cidade. Em algumas esquinas, o que prevalece é o contraste dos idiomas e gingados.

DSC_9915Sampa é conhecida como a capital da gastronomia internacional no Brasil. É possível conhecer restaurantes diferentes e experimentar as iguarias dos povos do mundo todo. Na Alameda Barão de Limeira, quase esquina com a Rua Vitória, localiza-se o restaurante Byou’z. Um paraíso da culinária africana e seus sabores.

Em minha visita, fui recepcionado por Melanito Biyouha. A proprietária e mestre cuca no restaurante. Ela exala alto astral e amor pelo que faz.

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Melanito deixou sua terra natal, Camarões, há sete anos e percebeu que não existia restaurante africano em São Paulo. Com muita vontade e determinação, abriu o Byou”Z restaurante. Desde a inauguração, uma legião de afccionados, turistas e africanos se deliciam com seus pratos. “Aqui tudo é misturado , clientes de todas as partes da África e muitos brasileiros. Abrimos todos os dias das 12 até as 22horas”, afirma.

O restaurante é pequeno. Uma das paredes possui diversas máscaras afros, outra parede é coberta por matérias publicadas em revistas e jornais sobre Melanito e suas especiarias. O cardápio é multifacetado com pratos que vão de um Cuscuz marroquino a sofisticados pratos congoleses, nigerianos e, óbvio, camaroneses.

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Na mesa ao lado, um casal se delícia com um típico Fumbua, seus ingredientes são: pasta de amendoim torrado, azeite de dendê, camarão moído, mandioca, galinha e o fumbua, folha seca africana.

Fico navegando no menu. São tantas opções das delícias africanas que peço o auxílio de Melanito. Ela sugere um Malang com banana da terra frita, peixe e molho acebolado; um Ndjap com espinafre, camarão moído com beringela, fufu de milho (polenta afro) e carne bovina; ou um Cuzcuz marroquino que ela acabou de fazer para um paulistano na mesa ao lado. Não resisto, peço de tudo um pouco. Cuzcuz, banana frita, espinafre e suco de tamarindo.

DSC_9904O restaurante lota. Observo os clientes felizes e borbulhando alegria em suas mesas. Quando vier a São Paulo, não deixe de visitar este representante do continente africano no Brasil.

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Copa do Mundo
Antes da Copa do Mundo no Brasil, Melanito recebeu um telefonema da embaixada do Camarões. Era um convite para fazer as refeições para a seleção do Camarões durante o torneio. A camaronesa realizou um dos sonhos: cozinhou para o time de seu país. Segundo ela, o craque Samuel Eto’o ficou enfeitiçado pela sua culinária.

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